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Resenha: Jurassic World

O parque está aberto! Qualquer fã da série “Jurassic Park” já sonhou em ver isso. E agora, este sonho foi realizado. Enfim, chega aos cinemas do mundo todo “Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros” (Brasil mais uma vez fazendo a sua parte na escolha de subtítulos ruins). A trama deste filme consiste no parque efetivamente funcionando. Porém, o público cada vez quer animais maiores e com mais dentes.

Jurassic World Resenha
Fonte da imagem: io9

Essa afirmação é praticamente metalinguística, levando em consideração que o público dos cinemas também não ficará surpreso em ver dinossauros nas telonas, da mesma forma que ficou em 1993 pelas mãos de Steven Spielberg (“E.T. – O Extraterrestre”).

Mas, desta vez, não é Spielberg o encarregado da direção. E sim, Colin Trevorrow (“Sem Segurança Nenhuma”), um diretor com quase nenhuma bagagem anterior. Mesmo assim, o resultado é até surpreendente. Como produtor, é possível enxergar o dedo de Spielberg na direção e no tom do filme. Dá a impressão de que Trevorrow tenta imitá-lo. O que, por um lado é ruim, por não impor um novo estilo. Mas, por outro, ver novamente um filme de aventura da “escola” Steven Spielberg é sempre muito divertido.

O protagonista da vez é Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”) que, além de se provar um ótimo ator, demonstrou um carisma inigualável – algo que já havia feito no seu último filme. Seguindo o arquétipo do herói e lembrando muito Indiana Jones, Pratt consegue oscilar entre humor, drama e suspense de forma muito natural, algo necessário para um longa que mistura tais gêneros.

Análise Jurassic World
Fonte da imagem: Master Herald

Ao seu lado está Bryce Dallas Howard (“Histórias Cruzadas”) que deixa a desejar na interpretação. É bem verdade que a sua personagem também não a ajuda. Ela segue uma transformação um pouco forçada e evidencia um certo machismo inerente nas produções recentes de toda Hollywood. Ela começa o filme com um figurino e termina com a metade dele. Pode-se dizer que ela faz o possível com o que tem.

Completando o elenco principal, está Ty Simpkins (“Homem de Ferro 3”), que é a clássica criança especialista em dinossauros. Sua atuação é até razoável para a sua idade, o que não é surpresa devido à sua participação em “Homem de Ferro 3” que também era boa. Da mesma forma que Pratt, ele consegue variar bem entre gêneros.

O principal ponto fraco do filme é a abundância de arquétipos, que chegam a soar como estereótipos. O herói, a moça que desperta a sua coragem, a criança em perigo, e por aí vai. É visível que o roteiro exagera neste ponto. E estes arquétipos acabam gerando certas situações forçadas. Porém, um aspecto que o filme acerta, e muito, é na criação do parque. As inúmeras atrações do parque realmente chamam a atenção. Mesmo aquelas que aparecem apenas no plano de fundo. Fica evidenciado um grande trabalho criativo por parte da produção.

Resenha crítica Jurassic World
Fonte da imagem: Review4Tech

Outra parte muito acertada no longa é o apelo para a nostalgia. São feitas várias referências ao longa original. Desde a incrível trilha sonora do mestre John Williams (“Star Wars”) até estabelecimentos, objetos e ocasiões similares ao filme de 93.

Uma parte que foi incrivelmente aprimorada é, obviamente, a de efeitos visuais. As criaturas estão incríveis. Mesmo assim, o filme não para com o objetivo de mostrar o quão bons são seus efeitos, mas os usa em prol da história. Com eles, o longa consegue produzir cenas grandiosas.

“Jurassic World” retoma o clima do primeiro filme da franquia. Com uma direção sem estilo, porém eficaz, um elenco bom, um roteiro de certa forma preguiçoso mas com ótimas referências nostálgicas, uma trilha sonora excepcional e efeitos visuais incríveis, o longa tem um resultado muito positivo. Tornando-se o segundo melhor da franquia e possibilitando novas sequências.

Obs: O 3D vale o ingresso mas não é essencial.

Nota: 9,2

Imagem: Critical Hits

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Meu nome é Bernardo Hippert, diretor da Aibu's Films. Amante de cinema e nerd old school.

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