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Resenha: Divertida Mente

Depois da “seca” dos filmes da Pixar no ano passado, junto com as múltiplas sequências feitas nos anos anteriores a este (Carros 2, Universidade dos Monstros, Toy Story 3), os produtores do estúdio decidiram chamar Pete Docter (diretor de “Up! Altas Aventuras”) para começar a produção de um projeto antigo. Porém, Docter possuía uma ideia nova para os produtores, a ideia de “Divertida Mente”.

Filme Inside Out
Fonte da imagem: Disney Wiki

O filme traz a reflexão do que todas pessoas já pensaram no minimo uma vez; “O que acontece dentro de nossas cabeças?”; “Quem são essas vozes que me guiam pela vida?”; “Por que eu sinto essa emoção nesse determinado momento?” Então podemos admitir que a ideia não exigiu muito pensar. Os produtores a quem Docter compartilhou o projeto ficaram admirados com sua simplicidade e seu potencial.

“Divertida Mente” traz a ideia de como as emoções, a imaginação, as memórias, funcionam em seu sub-consciente e como elas tem sua determinada função no espaço onde habitam. Riley é o foco da historia porém suas emoções possuem maior tempo de tela. As emoções da garota são Alegria (otimista e emoção mais presente para Riley), Tristeza (também muito presente e pessimista), Medo (exagerado com as fobias, segundo em comando), Raiva (rabugento e cabeça-quente) e Nojo (basicamente uma mistura de ciúmes com desgosto), cada emoção possui um tom de voz e estilo de movimento próprios (graças a animação), caracterizando bastante a personalidade de cada uma das emoções.

Na parte de Riley como pessoa em nosso mundo, observamos que cada emoção faz sua devida parte colaborando para a história, fazendo com que ela se divirta ou chore, se acovarde ou se enfureça. Os pais de Riley também influenciam na evolução do personagem. O filme como um todo é bem engraçado, com piadas que vem e voltam, e cenas onde observamos as emoções de outras pessoas, como a cena do jantar em família.

Filme Divertida Mente Análise
Fonte da imagem: Disney Wiki

A direção é adequada, com tempo de tela suficiente para cada plano do enredo, porém os pontos altos do filme são a direção de arte e a animação dos personagens. Não há diferença ao assisti-lo em 3D e a dublagem em português está boa, porém apenas boa, nada conceituado como sensacional. Infelizmente, a trilha sonora não é nada marcante e as vezes nem presente, o que estraga um pouco do filme.

Antes do filme houve um pequeno curta que vale a pena mencionar, denominado “Lava”. O curta, por exemplo, possui uma música mais fixadora do que o próprio longa. Apenas uma música toca durante o curta inteiro, com uma melodia incrível e letra muito bem construída (o trocadilho da música é trocar a palavra “love” para “lava”).

Para um filme que marca a volta de filmes originais da Pixar, ele realmente respondeu as expectativas. Com momentos tristes, alegres, mais momentos tristes e no final ensina uma lição moral para o público. Este é o padrão Pixar, no qual o filme acertou em cheio.

Nossa Opinião
  • 8.3/10
    Enredo - 8.3/10
  • 10/10
    Animação - 10/10
  • 9/10
    Direção - 9/10
  • 9/10
    Dublagem - 9/10
  • 5/10
    Trilha Sonora - 5/10
8.3/10

Imagem: Disney Wiki

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Estudante da PUC-Rio, jornalista em formação. Fã número 1 do entretenimento das massas.

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