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Review: Destiny

Destiny, o tão esperado game desenvolvido pelos criadores de Halo, finalmente chegou ao público em grande estilo. Com o custo estimado em US$ 500 milhões, Destiny proporciona uma história bem satisfatória, jogabilidade viciante e um mundo que ganha vida graças aos jogadores nele presentes. Será que Destiny conseguiu entregar o que prometeu? Descubra em nossa análise!

Análise Destiny PlayStation
Fonte da imagem: GameSpot

No universo de Destiny, a humanidade como um todo, vem de uma era de ouro em termos de avanços tecnológicos elevados. Em questão de séculos, ela foi capaz de deixar a Terra e povoar determinados planetas do sistema solar e até mesmo além disso (sim!). Tudo isto graças a Traveler, uma esfera gigantesca que deu aos humanos a sabedoria necessária para se expandirem além do seu planeta de origem.

Contudo, depois de um certo tempo, uma força maléfica conhecida como Darkness começou a atacar a raça humana e tomar todas as suas colônias. Após diversos conflitos, a humanidade está agora à beira da extinção, restando somente uma cidade na Terra, que fica sob a vigilância de Traveler. A partir daí, o player assume o papel de um Guardian. Estes são guerreiros que usam o poder de Traveler para defender toda a humanidade, reconquistando aos poucos todos os territórios tomados por Darkness.

Em termos de conteúdo, Destiny não deixa a desejar, proporcionando ao jogador trabalhar até mesmo em equipe ou até mesmo para o que deseja enfrentar outros companheiros. Todos os modos de jogo são bem desenvolvidos, equilibrados e, acima de tudo, divertidos para todos os gamers, em questão.

Análise Destiny Xbox One
Fonte da imagem: Nerdista

A narrativa principal do game se dá através de uma série de missões, nas quais exploram vários locais como a Terra, Marte e a Lua. Ao iniciar cada uma delas, o player é colocado em um mapa aberto onde é possível explorar pelo tempo desejado. O objetivo principal ainda estará lá ao retornar para finalizá-la. Lembrando que, todas as missões principais podem ser jogadas individualmente ou com até mais dois Guardians.

Adicionalmente, Destiny oferece aos jogadores algumas opções secundárias. Strikes são missões onde grupos de três jogadores devem completar uma série de objetivos juntos. Patrols é a opção onde o jogador pode simplesmente explorar cada mundo, matando inimigos lá presentes e encontrando outros Guardians para completar eventos (grandes acontecimentos no mundo, onde jogadores devem juntar forças contra inimigos).

Para os que chegarem ao nível máximo do game, não há motivo de se preocupar. Raids funcionam como os desafios máximos em Destiny, onde os players devem trabalhar em equipe (co-op) para desvendar qual objetivo a ser cumprido, além de derrotar inimigos poderosos que estarão ao longo de sua jornada. Os que se saírem vitoriosos serão recompensados com equipamentos da melhor qualidade.

Análise PC Destiny
Fonte da imagem: Kashagan Today

Ao iniciar o Destiny pela primeira vez, o jogador pode escolher entre três classes para criar seu Guardian: Titan, Hunter e Warlock. Embora sejam bem semelhantes, cada classe possui um estilo de jogo que vai se diferenciando ao longo do período de jogatina. Por outro lado, cada uma apresenta sua própria habilidade especial, que ajuda na especificação das funções na equipe.

Exemplificando melhor, Titans são soldados feitos para combate a curta distância, graças à habilidade de causar explosões que matam os inimigos ao redor. Hunters, por outro lado, são mais furtivos e rápidos, tendo a habilidade de carregar uma pistola com balas de alto calibre que causam dano extremo. Finalmente, os Warlocks são os magos de Destiny, tendo o combate a média distância como preferência, por conta do poder de criar enormes esferas de energia que consomem todos em sua área de efeito.

Destiny possui um grande foco em seu sistema de recompensa ao player em questão. Para toda ação do jogador, seja matar inimigos, descobrir caixas escondidas no mapa ou completar missões, existe a chance de premiação com uma nova peça de equipamento para ser utilizada um ou dois níveis à frente do atual.

Como consequência, o jogador sempre tem algo a almejar, o que o incentiva a continuar. Neste aspecto, o game remete muito à franquia Borderlands ou até mesmo à Diablo, viciando o jogador sempre na expectativa de ganhar uma arma melhor que ainda pode ser aprimorada com o uso.

Quanto à parte de tiro (intenso), o game não foge tanto dos padrões. Armas seguem arquétipos conhecidos como metralhadora, rifle de precisão, pistola, lança míssil e afins. No decorrer do jogo, porém, ganham efeitos adicionais, que as tornam cada vez mais interessantes. Adicionalmente, o fato de cada classe ter uma granada especial e um golpe corpo a corpo único ajuda na variedade do combate.

Console Destiny Review
Fonte da imagem: Video Games Blogger

O som presente em Destiny é simplesmente espetacular. A trilha sonora feita pelo compositor Marty O’Donnel, com colaboração de Paul McCartney, ajuda a criar perfeitamente o clima do game, com músicas que encorajam nas batalhas, assombram em momentos mais intimidadores e acalmam no descanso entre missões.

No geral a atuação também é boa, com atenção especial para o ator Peter Dinklage que dubla o Ghost do jogador, sendo ele o principal companheiro nas aventuras. Embora o nível de atuação de Dinklage não seja tão bom como o visto em Game of Thrones, este ainda interpreta bem o personagem. O resto do elenco também entrega suas falas de forma convincente, ajudando na imersão.

Em aspectos gráficos, Destiny não deixa a desejar e, é um dos games com o melhor visual na geração atual de consoles (PlayStation 4 e Xbox One). Os cenários são bem amplos, sendo possível observar longas distâncias sem quaisquer problemas. O nível de detalhes nos gráficos e a direção de arte fantástica tornam a experiência proporcional a um espetáculo visual (literalmente).

Nossa Opinião
  • Gráficos - 9.7/10
    9.7/10
  • Interface - 7.8/10
    7.8/10
  • Jogabilidade - 8.5/10
    8.5/10
  • Desempenho - 9/10
    9/10
  • Funcionalidades - 8/10
    8/10

Conclusão

Destiny apostou a sua mistura de gêneros de games criativos e variados. Contudo, o resultado é de longe, fantástico e viciante, de fato. Apesar da narrativa ser um tanto quanto vaga, isto é mais do que compensado pelas mecânicas cativantes implementadas no mesmo.

Vale ressaltar que, se você é fã de carteirinha de games de tiros (em primeira e/ou terceira pessoa), como por exemplo, Diablo e Borderlands, não pode perder esta jogatina que promete e muito!

8.6/10

Imagem: I.A. Magazine

  • Lucas Andrade

    Perfeito! Já joguei, gostei bastante do game, mais acho que ele me fez ejoar rapidamente… (via Facebook)

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@tfxbrasil

Tenho 18 anos, Fundador & CEO do TFX Startup, uma empresa com produtos, serviços e projetos inovadores. Meu primeiro empreendimento foi aos 10 anos utilizando conexão dial-up (discada).

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