Ciência

Perigo a vista: o avanço do Lixo Espacial

No ano passado, a Estação Espacial Internacional (ISS) teve de mudar sua posição cerca de três vezes, para escapar de objetos letais de detritos espaciais que estão vagando pelo nosso espaço, que também ameaçam satélites cruciais que estão atualmente em órbita. Contudo, a pergunta mais comum é: qual o real tamanho do problema do Lixo Espacial, e o que podemos fazer a respeito?

Satélite ISS da NASA

De certo modo, o lixo espacial ameaça astronautas, pois coloca em risco os seus sistemas que fornecem recursos vitais para sua permanência no Espaço. Contudo, a evolução de toda a Infraestrutura Espacial vem colaborando, para combater problemas globais, como, por exemplo, a mudança climática e a redução dos riscos de desastres naturais.

Porém, há também outro lado de todo esse “benefício” abordado. Em outras palavras, o nosso ambiente espacial também tem sido afetado pelos grandes efeitos de uma dependência cada vez maior de satélites e da antiga crença de que “o espaço é grande e nada ocorrerá”, o que é um mito.

Para se ter uma ideia, nos últimos anos, ocorreram mais de 5 mil lançamentos de foguetes, cada um deles levando satélites para observação do nosso Planeta Terra ou apenas comunicações, por exemplo. Entretanto, todo esse processo fez com que a nossa órbita terrestre se tornasse cada vez mais disputada e, respectivamente, congestionada.

Satélite ISS

Você deve estar se perguntando: quais seriam os problemas visíveis? Aparentemente, os sintomas do problema do Lixo Espacial são: as regulares manobras realizadas pela Estação Espacial Internacional afim de evitar potenciais colisões, além do alarmante aumento no número de vezes em que seus ocupantes precisam procurar proteção, isso porque se um detrito foi identificado tarde demais, pode causar problemas bem sérios.

Por conta desse “congestionamento” espacial, há uma possibilidade muito maior de o lixo espacial se tornar autossustentável. Isso porque, diversos detritos podem ser criados através de colisões, do que removidos pela queda natural, isto é, ao serem arrastados pela atmosfera.

Para explicar melhor, usaremos como referência um acontecimento de 2009, onde dois satélites relativamente “pequenos” colidiram sobre a Sibéria, criando cerca de 2 mil novos fragmentos que puderam ser rastreados. Alguns desses fragmentos orbitam até hoje e, regularmente passam perto de outros satélites ainda ativos.

NASA ISS Brasil
Fonte da imagem: Spaceflight Now

O “temor” do crescimento incontrolável da quantidade de Lixo Espacial e da potencial perda de satélites, nos permite entender melhor sobre esses eventuais problemas. Contudo, serve também para procurar maneiras de retirar esses detritos do espaço. Se conseguirmos remover os mais problemáticos, poderemos parar ou mesmo prevenir um problema ainda maior.

O fato é que, essa não é uma tarefa fácil, já que requer novas tecnologias, potencialmente novas leis e – crucialmente – investimento financeiro bem elevado. A Agência Espacial Europeia (ESA) está assumindo a liderança desse processo, com uma missão chamada “e.Deorbit“, que tem o objetivo de tirar do espaço um grande satélite europeu, conhecido como “satélite morto”.

A missão é ambiciosa: várias tecnologias têm sido desenvolvidas e analisadas individualmente, incluindo uma solução baseada em uma espécie de arpão, proposta por engenheiros britânicos da Airbus Defense and Space (divisão responsável por sistemas e diversos produtos destinados à serviços de Defesa e Aeroespaciais).

E você, o que acha do problema do Lixo Espacial? Compartilhe a sua opinião conosco! 🙂

Imagem: WallpapersWide

  • Marcelly Custodio

    Mt bom mesmo!!!
    Gostei do retorno de artigos sobre ciência no site de vcs, continuem assim…
    Só estou sentindo falta tb do #BernardoÉpico! 🙁 sniff sniff sniff… :/

  • Pedro Gouvea

    Ficou muito bom esse magnífico post, haha! 😉

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@tfxbrasil

Tenho 18 anos, Fundador & CEO do TFX Startup, uma empresa com produtos, serviços e projetos inovadores. Meu primeiro empreendimento foi aos 10 anos utilizando conexão dial-up (discada).

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