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Review: Apple Music

Em junho desse ano, chegou o tão aguardado Apple Music para competir diretamente com outros concorrentes já estabelecidos no mercado, como, por exemplo: Spotify, Deezer, Rdio e Google Play Music. Porém, será que as novidades trazidas pela Apple serão suficientes para fazê-la se tornar líder desse segmento? Confira as nossas impressões durante os três meses! Descubra se vale a pena continuar com o serviço!

Apple Music no Brasil
Fonte da imagem: TFX

Curiosamente, ou não, os usuários brasileiros gastarão menos do que os norte-americanos para ter uma assinatura mensal do Apple Music. Por aqui, o serviço custa US$ 4,99 por mês, no plano simples, ou US$ 7,99 no plano familiar (em que até seis contas podem usar o mesmo serviço. Nos Estados Unidos, esses valores são de US$ 9,99 e US$ 14,99 por mês, respectivamente.

Como parte de lançamento, os três primeiros meses do serviço são completamente gratuitos. Contudo, antes de utilizar o sistema, é necessário escolher um dos dois planos e, após o término do período de testes, a renovação é automática (você pode desabilitá-la). Ao menos por enquanto, a novidade está disponível apenas para iOS, mas em breve também poderá ser conferida no Android.

Ao iniciar pela primeira vez o Apple Music, você pode configurar o seu perfil personalizado. O processo leva poucos minutos e é importante que você preste bastante atenção. Quanto mais precisas forem as suas respostas, melhores serão as sugestões que o sistema vai oferecer posteriormente a você. Neste ponto, você deve indicar quais os estilos musicais você mais aprecia e também alguns artistas principais.

Apple Music no iPad Air 2
Fonte da imagem: TFX

O menu é dividido em basicamente cinco partes: “Para Você”, no qual são listados músicas, álbuns e playlists de acordo com o seu perfil; “Novo”, em que são listados os lançamentos dos mais diversos gêneros; “Rádio”, em que você tem acesso à emissora Beats 1; “Connect”, onde você pode seguir os principais updates das suas bandas preferidas; e “Músicas”, espaço em que você tem acesso à sua biblioteca e às músicas baixadas para ouvir offline.

A boa notícia é: quase todas as músicas que você encontra no iTunes você vai encontrar também no Apple Music. Contudo, o serviço merece um destaque especial pela boa qualidade das playlists. Além de álbuns relacionados às músicas que você curte, há também listas interessantes que mostram o essencial de um determinado artista ou banda, além de hits de um período específico.

Entretanto, ao menos em alguns aspectos, não há nada tão inovador e, praticamente todos os serviços concorrentes oferecem alternativas de qualidade similares (eu era assinante do antigo Xbox Music, por exemplo). O destaque aqui fica por conta da boa organização e pela forma como o conteúdo é apresentado ao ouvinte, característica que facilita (e muito!) a usabilidade do aplicativo.

Apple Music iPhone 5c Review
Fonte da imagem: TFX

A compra da Beats pela Apple – e consequentemente do antigo serviço Beats Music – resultou na Beats 1, uma rádio online que funciona 24 horas por dia, com transmissão diretamente das cidades de Londres, Los Angeles e Nova York. O espaço é comandado por DJs clássicos e, ao longo da programação, há algumas entrevistas com artistas e interação diversa com os ouvintes.

Durante as primeiras horas, é bem provável que você tenha observado que há um potencial para o serviço, com uma programação de extrema qualidade, é importante observar aqui se o seu perfil musical é “compatível” com a proposta da rádio Beats. O número de bandas pouco conhecidas do público brasileiro – mesmo daqueles mais afinados com os lançamentos da música – certamente vai deixar você surpreso. Músicas nacionais por aqui serão uma raridade.

Além de poder ouvir o Apple Music pelo aplicativo, no iPhone ou no iPad, por exemplo, é possível escutar as suas canções também via iTunes, no PC ou no Mac. Nesse caso, o serviço não disponibiliza nenhuma espécie de “player web”, como outros serviços fazem. Entretanto, a experiência de uso no player da Apple se mostra bem satisfatória, com uma interface mais clara até mesmo do que a do aplicativo.

Obviamente, isso faz com que o ouvinte mantenha a obrigatoriedade de manter o iTunes ativo, característica habitual para aqueles que utilizam produtos da Apple. Entretanto, uma vez que o serviço for disponibilizado também para Android, usuários desacostumados ao iTunes podem não gostar de limitações como essas. Contudo, isso deve ser mudado em breve, uma vez que, a Apple deseja conseguir mais usuários para sua plataforma.

Nossa Opinião
  • Inovação - 9/10
    9/10
  • Recursos - 10/10
    10/10
  • Integração - 9.6/10
    9.6/10
  • Compatibilidade - 9/10
    9/10

Conclusão

Quando nos referimos à música, a Apple teve um papel importante nesse segmento e, é de se imaginar que o Apple Music não poderia ser diferente. Há muito o que evoluir por parte da Apple. Contudo, é bem provável que nos próximos meses, o serviço será aperfeiçoado cada vez mais.

Entretanto, a sua primeira versão chega de forma bem atraente ao iOS. Ele pode não ser o melhor do mercado, mas já nasce como uma das opções mais interessantes para aqueles que já utilizam um dispositivo da Apple (incluindo: MacBook, iPhone, iPod, iPad).

O valor do investimento é praticamente o mesmo em todos os serviços, de forma que vale muito mais a pena pesquisar quais deles contam com o maior número de músicas que agrade ao seu perfil. Nesse primeiro instante, ainda não há como migrar playlists de outros serviços para o Apple Music, o que pode frustrar muita gente. Porém, é algo que deve ser adicionado em breve.

O Apple Music se mostra bastante promissor e, certamente, chega ao mercado muito forte na disputa pelos consumidores. Podemos dizer que com Apple Music, Spotify, Rdio, Deezer e Google Play Music disponíveis por aqui, o consumidor brasileiro está bem-servido nesse aspecto.

9.4/10

E você, o que achou do Apple Music? Compartilhe a sua opinião conosco! 🙂

Imagem: Mashable

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@tfxbrasil

Meu nome é Juan de Souza, tenho 17 anos de idade, sou o Fundador e CEO do TFX Startup, uma startup com serviços e projetos inovadores, com o foco no Brasil e em outros países da América.

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