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Review: Mad Max

Explosões, carros altamente velozes, inimigos e aliados bizarramente alterados, mundo aberto gigante e sangue, todos os ingredientes perfeitos para criar o jogo esperado por fãs da franquia de filmes do diretor australiano George Miller.

O game realmente faz jus ao nome da série de filmes, Mad (traduzindo do inglês) seria algo como louco, caótico ou alternado. O jogo consegue recriar perfeitamente a atmosfera da “wasteland” (tecnicamente, “terra da sucata/lixo”) dos filmes , com tempestades fortes repletas de raios e pedaços de ferro que podem causar dano tanto para o carro quanto para Max. Muitos dos leitores não devem saber ao certo qual é a história de Max ou de como o planeta terra que conhecemos, se tornou algo tão concentrado em gasolina, sangue e em cima de tudo, sobrevivência. Lembrando que, o jogo fornece uma explicação para os eventos antes, durante e depois, da queda do mundo que conhecemos.

Mad Max Análise Rafael Bastos
Fonte da imagem: GameSpot

Max Rockatansky era um homem como qualquer outro, um cidadão honesto que tinha uma família com uma filha e trabalhava como policial, com seu parceiro e melhor amigo Jim “Goose”. Porém coisas aconteceram, guerras, epidemias, e de pouco em pouco o mundo caiu, o petróleo estava se tornando escasso, o aquecimento global criou uma situação de desespero para toda população de qualquer país, e junto com o mundo, caía o senso moral e ético de Max. Em um dia qualquer como policial, Jim sofre um acidente causado pela gangue de motoqueiros, que causou a devastação e a desgraça na cidade por anos. Neste acidente, Jim tem 80% de seu corpo queimado, levando ele á iminente morte, Max ficou desolado com a perda de Jim, e após compreender o perigo que é viver como um policial na cidade, Max foge junto de sua família. Porém não é o suficiente, pois Toecutter, líder da gangue de motoqueiros, encomenda a morte de Max e de sua família, mas este objetivo falhou pro um motivo, foi completado apenas metade dele, apenas Max sobreviveu. E assim começa a jornada de Mad Max, o herói movido pela fúria e pelo desejo de sobreviver, que busca vingança pela morte daqueles que ele amava, com seu carro turbinado, nomeado Interceptor ou Black-on-Black.

Análise Mad Max Português
Fonte da imagem: IMDb

Algo curioso sobre a série, é que não existe um fator de continuidade presente o tempo todo, caso você tenha visto o primeiro filme, você pode ver o quarto, pulando o segundo e o terceiro, isso também acontece com o jogo. Tendo o conhecimento inerente do primeiro filme, não é necessário saber mais nada para entender a trama do jogo, porém aos fãs da franquia que já viram todos os filmes, o jogo é repleto de referências e citações.

No enredo do jogo, o player assume o papel de Max, quando ele perde o Interceptor para o tirano Scrotus, a trama gira em torno da clássica “jornada do herói”, que é representada pela perda do Black-on-Black e a lenda de Max como” Road Warrior “. Então o jogador deve se aliar a Chumbucket, um mecânico que acredita cegamente na lenda de Max e o idolatra como um santo, trata seu novo carro Magnum Opus como um anjo e promete sua vida á guardar e proteger os dois. E então o player tem a tarefa de se tornar novamente a lenda do “Road Warrior”, derrotar Scrotus, e adquirir novamente o Interceptor. Porém um problema da trama e de jogabilidade no jogo, que marca muita presença, é o fator de favores para missões, o que é isso: é quando um NPC aliado pede um favor seu para desbloquear uma missão, e isso acontece milhares de vezes no jogo, praticamente toda missão requere algum favor ou objetivo previamente feito pelo jogador.

Mad Max Análise Completa
Fonte da imagem: GameSpot

Apesar de alguns bugs na parte da engine de dirigir, o jogo consegue correr de maneira bem lisa. Nota-se alguns cortes desnecessários quando se reabastece o carro, enche o cantil ou come alguma coisa, sempre que a ação acaba de ser executada há um pequeno corte de 1 ou 2 segundos, o que não é um grande problema, porém ao decorrer do jogo, este corte se repetir algumas dezenas de vezes, o jogador acaba se irritando. Falando em irritar o jogador, aqui vai um aviso, a parte da introdução até o meio do jogo, pode ser um pouco entediante de jogar com um tutorial demorado e repetições de missões que introduzem diferentes personagens. Porém, fica aqui um aviso, existe uma alta probabilidade de que os fãs dos filmes, caso terminem o jogo, é muito difícil não gostar do final.

O nível de atenção gasto com detalhes como a iluminação, o fogo se estendendo, ou a poeira se movimentando com o vento é realmente impressionante, ainda sim algo muito observado e elogiado é a customização do player. Há a possibilidade de customizar e personalizar, praticamente cada item do “Magnum Opus” e do Max, e cada item tanto do Max como do carro, existem diversas possibilidades para equipar e customizar. Mas indo mais para a parte de jogabilidade, é fácil de notar uma falta de trilha sonora quando se está explorando no mundo aberto, porém quando a trilha sonora entra em lutas ou perseguições com um contexto histórico, as músicas conseguem marcar uma boa presença.

Nossa Opinião
  • Jogabilidade - 8.3/10
    8.3/10
  • Qualidade Gráfica - 8/10
    8/10
  • Entretenimento - 8.7/10
    8.7/10
  • Enredo - 8.2/10
    8.2/10
  • Trilha Sonora - 7.7/10
    7.7/10

Conclusão

Definitivamente o jogo que os fãs da franquia cinematográfica esperavam, com a perfeitamente recriada atmosfera da "wasteland" e as referências aos filmes novos e antigos. Porém, como um jogo em si, é percebido alguns defeitos e falhas na questão de enredo e jogabilidade.

8.2/10

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Imagem: GameSpot

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Sócio da Aibu’s Films, escrevo para o site e sou estudante no Ensino Médio.

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