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Review: Lumino City

Anteriormente, havíamos comentado sobre o desenvolvimento em 2014 do game. O tempo passou, e Lumino City foi lançado. Pensando nisso, resolvemos analisar afundo o game e, já podemos adiantar que, o mesmo é sensacional. E quando digo isso, não quero dizer que o game apresenta gráficos revolucionários, ou roda em 1080p (60fps). Não, o que torna esse Point-and-Click tão fascinante são seus cenários e paisagens, feitos à mão, literalmente. Descubra o que achamos do game em nossa análise!

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Imagem/Reprodução: State of Play

O State of Play, estúdio responsável pelo game, criou um verdadeiro mundo interativo a partir de papelão, feltro, alumínio e muita cola quente. Para se ter uma ideia, todo o trabalho e dedicação dos empregados na construção da cidadezinha, Lumino City demorou três anos pra ficar pronto. E o resultado final é simplesmente incrível.

Em Lumino City, temos uma incrível casa construída a partir de uma câmera, um aconchegante restaurante com o formato de uma garrafa de leite, incríveis aquários flutuantes feitos de plástico, e por aí vai – cada cenário apresentado pelo jogo é uma oportunidade nova de se admirar com a criatividade e talento dos desenvolvedores. E não é só a arquitetura que impressiona: a cinematografia utilizada durante as transições de cenário é um espetáculo à parte, acreditem se puder.

O game nos conta a história de Lumi, uma inteligente e obstinada garotinha à procura de seu avô, sequestrado logo no início da aventura. Durante sua jornada até o topo de Lumino City, Lumi deverá resolver uma série de puzzles e enigmas espalhados por suas intricadas construções de papercraft, tudo isso enquanto ajuda os habitantes da cidade. Estes coadjuvantes são, sem dúvida, a melhor parte de toda a história. Embora o enredo seja simples, e o game nunca saia do “preciso achar meu avô perdido”, os moradores de Lumino City tornam a aventura muito mais divertida e interessante.

Análise Lumino City
Imagem/Reprodução: State of Play

No game, ainda temos um garçom apaixonado pela protagonista, um homem expulso de casa por esquecer seu aniversário de casamento, uma simpática e atrapalhada prefeita, e muitos outros personagens curiosos e engraçados. Toda vez que se termina um dos segmentos do game e partia para o próximo, sentia uma leve falta dos demais personagens e ao perceber que não veria mais certas pessoas – o game faz um ótimo trabalho em construir personagens memoráveis.

A interface de Lumino City é bem minimalista, justamente o que se espera de um Point-and-Click. Basta clicar em um ponto específico da tela e Lumi se moverá até lá. Toque na bolsa, e ela poderá utilizar um de seus itens para sanar os mais diversos enigmas espalhados. Em geral, achei o gameplay simples e intuitivo, e, embora em certos momentos você fica meio “perdido” em alguns cenários – sendo obrigado a clicar até mesmo pela tela para prosseguir na aventura – isso não chegou a ser um grande inconveniente, tendo ocorrido apenas umas três vezes durante todo a jogatina.

Lumino City Análise em português
Imagem/Reprodução: State of Play

Não posso deixar de mencionar dos puzzles. A grande maioria destes enigmas é bem divertido, criativo e, acima de tudo, bem desafiador. Para suceder em sua aventura, Lumi terá que desenvolver circuitos elétricos utilizando limões, aprender a revelar diversas fotografias, dominar a utilização do sistema binário (sim!) e até mesmo utilizar um cata-vento para passar uma mensagem em módulo código morse.

É bem ressaltar que, esses puzzles combinam de forma incrível com o estilo de Lumino City, utilizando as mesmas técnicas de design e animação empregadas no resto de todo o game. Por outro lado, passei alguns minutos preso em alguns desafios, o simples fato de serem tão fantásticos e bem montados impediu qualquer tipo de incomodo de minha parte.

No início, Lumi recebe um manual com aproximadamente 1 mil páginas, repleto de dicas relacionadas aos puzzles. No entanto, em seu índice, há uma série de problemas algébricos relacionados ao desafio. Resolva o problema, e assim descubra em que página procurar as soluções que deseja. Esse recurso, além de impedir que os jogadores fiquem muito frustrados com os puzzles mais difíceis do game, o livro apresenta uma arte fenomenal.

Brasileiro Lumino City Review
Imagem/Reprodução: State of Play

Contudo, o guia mencionado anteriormente apresenta uma falha fundamental: suas páginas dão a resposta final dos problemas, entregue de bandeja. Em outras palavras, não existe o meio termo – se você quer apenas uma simples dica, sem estragar a solução final, esse manual irá lhe decepcionar bastante.

Ainda assim, existe um outro ponto que chega a decepcionar bastante: a trilha sonora. A música combina perfeitamente com o game, mudando de tons quase que imperceptivelmente conforme vamos nos aventurando por Lumino City. Porém, quando você fica preso no mesmo puzzle por mais de 20 minutos – a música, outrora relaxante, começa a ficar cada vez mais e mais irritante, presa em um loop monótono e tedioso.

O detalhe aqui é que, além de não conseguir sanar um puzzle mais complicado, na maioria dos casos, temos a receita para uma grande frustração. A falta de voice overs também é uma grande pena, visto que isso teria dado ainda mais vida aos já sensacionais personagens do game.

Nossa Opinião
  • Gráficos - 9.6/10
    9.6/10
  • Jogabilidade - 8.5/10
    8.5/10
  • Áudio - 7.0/10
    7.0/10
  • Diversão - 9.5/10
    9.5/10

Conclusão

Mesmo com pequenas falhas, Lumino City continua sendo absolutamente incrível. Com diversos puzzles variados e divertidíssimos, texto bem escrito e, acima de tudo, com uma arquitetura incrivelmente projetada, o jogo com certeza será um marco na história dos Point-and-Click. A durabilidade é curta, de fato, o game pode durar cerca de cinco ou seis horinhas – mas esse tempo é mais do que o suficiente para conquistar até o mais exigente dos gamers.

8.7/10

E você, o que acha de Lumino City? Compartilhe sua opinião nos comentários!

Imagem: The Verge

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@tfxbrasil

Tenho 18 anos, Fundador & CEO do TFX Startup, uma empresa com produtos, serviços e projetos inovadores. Meu primeiro empreendimento foi aos 10 anos utilizando conexão dial-up (discada).

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