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Review: The Witcher 3: Wild Hunt

“Wild Hunt” foi atrasado diversas vezes por diversos motivos, porém devido essa espera, o jogo realmente trouxe mais fãs para a franquia. Reunindo diversos elementos de diferentes jogos do gênero RPG e agrupando tudo em uma mistura bem-feita e organizada.

Diferente dos outros dois jogos, esse consegue atrair mais os fãs do gênero ação-aventura, tendo elementos dos últimos dois jogos recriados de maneira mais prática. Os “sentidos de bruxo”, saíram de apenas uma ideia/conceito para algo similar ao “modo detetive” da franquia “Batman Arkham”, as antigas posições de ataque rápido ou forte agora se resumem ao pressionar de um botão. Tudo foi simplificado e facilitado para acolher novos jogadores e agradar aos mais antigos.

The Witcher 3: Wild Hunt Review
Imagem/Reprodução: HD Wallpapers

Tanto a alquimia e a criação de itens quanto a locomoção e a meditação, foram simplificados para abranger o mapa gigantesco do game, assim como diversos detalhes dele, seja entre a vasta devastação por conta das guerras, ou a alta densidade demográfica de uma cidade populosa. Assim como detalhes do personagem, por exemplo, conforme os dias passam, tanto o cabelo quanto a barba de Geralt crescem.

Apesar da simplificação dos comandos tradicionais do jogo, para este novo formato mais fácil, o jogo continua difícil e estressante (não por bugs ou glitches, os quais são raros de acontecer), pois, para os jogadores de RPGs mais comuns, os games dessa trilogia demonstram uma certa necessidade de estratégia e calma. Porém, tudo tem seu lado ruim, os sentidos de bruxo, apesar de simplificado ao apertar um botão, provou-se usado demasiadamente, o player acaba se adaptando a segurar o botão no inicio da missão ou contrato.

Caso o player tenha comprado os jogos anteriores, o jogo guarda o save que você possuía dos antigos e aplica nesse novo game, dando uma dinâmica diferente da história normal. Para os não familiarizados com a franquia, aqui vai um breve resumo:

Rafael Bastos - The Witcher 3: Wild Hunt
Imagem/Reprodução: HD Wallpapers

Há muito tempo atrás, nosso mundo medieval se entrelaçou com o mundo espiritual, trazendo a magia, os espíritos e os monstros para nossa terra, e assim formaram-se os “witchers” ou bruxos, no português brasileiro. Crianças abandonadas de suas famílias são treinadas nos caminhos do bruxo, sendo modificadas com poções em seus corpos e treinadas tanto fisicamente quanto psicologicamente, para terem uma resistência física superior e um corpo sem emoções, muitos não sobrevivem o processo, e no final recebem um medalhão que os identificam como bruxos, caçadores de monstros, privados de emoções, considerados como aberrações para seres humanos comuns.

Antes haviam muitos bruxos, agora há pouquíssimos, um deles é Geralt de Rívia, o Lobo Branco, o protagonista que recentemente recuperou sua memória por completo, pois havia sido perdido no primeiro game. Porém, Geralt deve se preocupar com outros assuntos no momentos, as guerras entre Temeria, Nilfgaard, Redania e outros países devastam vilarejos e castelos, queimam feiticeiros e feiticeiras, deixam o povo na miséria e distraídos do verdadeiro inimigo, a Caçada Selvagem.

Um grupo de cavaleiros que trazem morte àqueles que ficam em seu caminho em busca do “Sangue Ancestral”, uma ferramenta de grande poder para aqueles que o possuem, como, por exemplo, Ciri, a filha adotiva de Geralt, que tem fugido da Caçada desde muito jovem. Agora, com sua memória intacta, Geralt deve encontrar Ciri e impedir a Caçada Selvagem.

The Witcher 3: Wild Hunt Análise
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Temos a introdução de Yennefer, uma feiticeira que era de fato a verdadeira amante de Geralt, apesar de que Triss não se esqueceu de Geralt, vice-versa. O triângulo amoroso pode variar muito entre as duas, dependendo das escolhas que o player faz durante a sua campanha. Mas esse sistema não se aplica apenas para Yennefer ou Triss, o sistema de preferência de NPCs pode e vai influenciar o player em muitas ocasiões. Também temos agora a possibilidade de jogar com Ciri, que tem suas próprias missões e escolhas.

Por falar no sistema de escolhas, sente-se um avanço nessa área, as consequências de seus atos carregam um peso muito maior, levando até a possível morte de um aliado ou a perda de um inimigo, basicamente, tome cuidado com suas escolhas. O game apresenta 3 tipos de cutscenes diferentes: com diálogos que podem ou não mudar o desenvolvimento do game, cutscenes que apresentam um visual cartunesco, narrados pelo bardo Dandelion, que revisam o seu último progresso no game, e por final, cutscenes narradas por Gearlt em si que retratam consequências boas ou ruins sobre as escolhas do player.

Português - Análise The Witcher 3: Wild Hunt
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Se for qualificar apenas pela qualidade gráfica do jogo para um prêmio, não é a toa que “The Witcher 3: Wild Hunt” ganha, não só pelos detalhes de personagem como cabelo e cicatrizes, os quais já são excelentes, mas as paisagens são realmente de tirar o fôlego, há momentos que você se depara com um por-do-sol de Velen ou uma vista acima das montanhas nevadas de Skellige, que você sente a vontade de parar tudo, desligar o HUD (minimapa, status do personagem, etc.) e observar aquilo ali por alguns minutos. É claro que existe bugs, atrasos na renderização, queda de frames, porém, são erros raros e toleráveis, nada comprometedor do seu gameplay.

O visual do game é algo único, a área colossal do mapa cria uma diversidade cultural entre as pessoas, casas e densidade populacional. Nesse caso, o game acertou em cheio, tendo uma carga de informação imensa, apenas os jogadores mais experientes e amantes da trilogia e que estariam realmente dispostos a decorar os momentos vivenciados, poderão usufruir de todo o visual, algo que os desenvolvedores concluíram perfeitamente.

A trilha sonora é realmente algo especial. Para se ter uma ideia, o game sendo jogado com headphones apropriados, podem retratar uma “canção” para você, literalmente. As músicas oferecidas são feitas com tanto cuidado e carinho, algo tão meticuloso e potente ao mesmo tempo, além é claro, de ser completamente imersivo para os players amantes desse gênero, tal que, a versão física do game, vem junto com o Blu-Ray da Trilha Sonora (Soundtrack).

Apesar de maioria das missões tomarem a aparência de uma troca de favores, ficando com um tom repetitivo as vezes, está tudo bem explicado no próprio contexto do game, então, apenas tenha um pouco de paciência. No final das contas, o jogo se prova merecedor do “Prêmio de Game do Ano”, com todos os seus elementos bem balanceados, e um novo estilo de jogabilidade, que agrada muitos e desaponta outros.

Nossa Opinião
  • Enredo - 9/10
    9/10
  • Áudio - 9.5/10
    9.5/10
  • Direção - 8.7/10
    8.7/10
  • Qualidade Gráfica - 9.7/10
    9.7/10
  • Trilha Sonora - 10/10
    10/10
  • Jogabilidade - 8.9/10
    8.9/10
  • Visual - 10/10
    10/10
9.4/10

E você, o que acha do game? Deixe a sua opinião nos comentários!

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Sócio da Aibu’s Films, escrevo para o site e sou estudante no Ensino Médio.

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