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Crítica: Esquadrão Suicida

Após críticas a “Batman vs. Superman“, a DC parecia ter embaixo da manga sua cartada final, sua jogada surpresa, um sucesso inegável: Esquadrão Suicida. Afinal, como dar errado a reunião de vilões icônicos, ainda mais com a presença de um novo Coringa? Tendo isso em vista, a Warner Bros e a DC apostaram todas suas fichas no filme. Mas será que o filme conseguiu agradar? Descubra em nossa nova crítica!

Esquadrão Suicida Crítica
Imagem/Reprodução: Suicide Squad Official

Com a proposta de agradar amantes e detratores da batalha entre seus maiores heróis, “Esquadrão Suicida” foi remontado, refilmado, mas sempre com a promessa de se manter a visão de David Ayer, diretor e roteirista do filme. Pois é, a DC prometeu bastante e, infelizmente, não entregou tudo isso.

Após os 123 minutos, o que se vê é um filme que clama por atenção a todo momento, acreditando em uma fórmula de sucesso. Assim, “Esquadrão Suicida” é um filme que contém ação, misturado a cenas um tanto quanto cômicas, cheio de efeitos especiais, com uma infinidade de referências a filmes anteriores e posteriores, e nessa obsessão em agradar o público, o filme acaba revelando uma série de falhas e sua insegurança.

Resenha Esquadrão Suicida
Imagem/Reprodução: Suicide Squad Official

O filme tem um início bastante promissor ao buscar uma maneira diferente de apresentar seus personagens, como se fosse realmente um dossiê completo. Assim, por flashbacks curtos e alguns títulos estampados na tela, o espectador compreende as nuances e características dos protagonistas do grupo, como o Pistoleiro, Arlequina, Magia, Capitão Bumerangue e Crocodilo.

Se a primeira vista tal estratégia apresentada parece conceder certa energia ao projeto, ao longo da projeção nota-se uma ideia mal planejada, culminando em um longa que acaba abusando dos flashbacks para explicar as ações que a narrativa em si não dá conta corretamente.

Análise Esquadrão Suicida Filme
Imagem/Reprodução: Suicide Squad Official

A ideia de reunir uma série de vilões rumo a uma missão quase impossível vai aos poucos se esvaindo, uma vez que precisa disputar espaço com uma série de informações, como o passado de Coringa, o pequeno envolvimento do Batman com a trama e até mesmo indícios da criação da Liga da Justiça.

Além disso, “Esquadrão Suicida” torna-se um longa que busca abranger uma série de questões da DC, não percebendo e não se concentrando no rico material que havia a sua disposição. Isto gera um desencontro entre as diversas narrativas abordadas, parecendo que nunca o que é dado nas telas é o suficiente, fazendo com que as participações de Batman e até mesmo do Coringa, que tem pouco tempo de tela, se afastem do verdadeiro conflito, da narrativa que importa, tirando o brilho do filme.

Se os filmes anteriores da Warner Bros e DC derrapavam, pelo menos demonstravam certa honestidade ao não abandonar de maneira alguma suas convicções, sejam elas visuais ou temáticas. Filmes que não se traíam, que tentavam ser únicos e apenas um, não buscando de maneira abusiva um apoio em sucessores ou antecessores, longas que afundavam abraçados com seus realizadores, frutos de ideias que podiam ou não dar certas, mas ideias que buscavam uma grande perspectiva.

Nossa Opinião
  • Enredo - 8.3/10
    8.3/10
  • Elenco - 9.0/10
    9.0/10
  • Direção - 7.6/10
    7.6/10
  • Trilha Sonora - 7.2/10
    7.2/10

Conclusão

"Esquadrão Suicida" é um filme que busca intensamente sua popularidade, deixando a desejar na tentativa de deixar seus vilões mais "coloridos", divertidos e mais engraçados. O longa é uma tentativa exagerada para rebater as críticas e conseguir uma determinada aceitação.

Contudo, nessa jornada muitas características tiveram que ser abandonadas, resultando em um filme genérico, mais parecido com tantos outros que se vê por aí. "Esquadrão Suicida" teve seu potencial perdido, podendo ser um dos melhores filmes do universo DC, o que não aconteceu.

8.1/10

Imagem: Warner Bros.

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@tfxbrasil

Tenho 18 anos, Fundador & CEO do TFX Startup, uma empresa com produtos, serviços e projetos inovadores. Meu primeiro empreendimento foi aos 10 anos utilizando conexão dial-up (discada).

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