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Crítica: Meu Amigo, o Dragão

“Meu Amigo, o Dragão”, um remake do filme em live-action e animação da Disney lançado inicialmente em 1977, toma lugares consideráveis em relação ao original, com ajustes na premissa e também no formato. As canções, por exemplo, permanecem idênticas, mas o filme não é mais encenado como um musical clássico. Ainda assim, é uma produção com tudo o que se pode imaginar. Em outras palavras, é um filme inconfundível, com qualidade Disney.

Meu Amigo, o Dragão Resenha Crítica
Imagem/Reprodução: IMDb

Os valores transmitidos são associados com o clássico de 1977, pontuando a refilmagem desde sua abertura: o ideal de uma criação artística, por exemplo, está presente na cena da madeira sendo entalhada, ao mesmo tempo em que o personagem de Robert Redford conta para as crianças a lenda de um dragão mítico que mora na floresta local – associando assim a gravura da madeira à arte da narrativa oral.

O filme apresenta detalhes incríveis, que vão desde artesanatos, fantasias e a capacidade de fabular: em pouco mais de dez minutos, “Meu Amigo, o Dragão” faz uma síntese dos clássicos da Walt Disney de forma simples e sem proselitismo.

Resenha Meu Amigo, o Dragão Crítica
Imagem/Reprodução: IMDb

Assim como em outro remake desse ano, que chama atenção pela inovação tecnológica, “Mogli – O Menino Lobo“, a Disney recorre à computação gráfica para gerar um dragão, o Elliot, capaz de interagir com o menino Pete de forma convincente.

O forte do trabalho do diretor David Lowery, egresso do cinema independente, não está nos efeitos, porém; Elliot não é verossímil do ponto de vista da física ou da qualidade. Nesse contexto, a criatura mais parece Falkor, de “A História sem Fim“, que muita criança nos anos 1980 cresceu achando que fosse um cachorro e não um dragão.

Resenha Meu Amigo, o Dragão Crítica
Imagem/Reprodução: IMDb

“Meu Amigo, o Dragão” é uma vitória da narrativa mais atemporal de todos os tempos. Em tempos de déficit de atenção e overdose de estímulos, David Lowery abusa dos fade-outs, desde os silêncios até as canções de ninar.

Ainda assim, o filme nos leva para essa era mítica de migração de dragões nórdicos – e o longa é muito mais sobre o despertar da fabulação infantil nos adultos do que necessariamente sobre uma criança que aprende a crescer.

Nossa Opinião
  • Enredo - 8.1/10
    8.1/10
  • Elenco - 7.4/10
    7.4/10
  • Direção - 8.6/10
    8.6/10
  • Dublagem - 9.1/10
    9.1/10
  • Trilha Sonora - 7.8/10
    7.8/10

Conclusão

Há um resgate em "Meu Amigo, o Dragão", em certo sentido, que se mistura a essa maneira de narrar. Esse resgate se confunde com um ideal de núcleo familiar, que está no centro da trama do pequeno órfão, com suas crenças e justificativas mais fundamentais, a combinação de uma tradição narrativa com uma tradição de organização social. Assim como havia começado, David Lowery encerra o épico remake transmitindo essas lições de forma perene e sincera, como a Disney consegue apenas nos seus grandes momentos.

8.6/10

Imagem: We Eat Films

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@tfxbrasil

Meu nome é Juan de Souza, tenho 17 anos de idade, sou o Fundador e CEO do TFX Startup, uma startup com serviços e projetos inovadores, com o foco no Brasil e em outros países da América.

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