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Review: The Last Guardian

“The Last Guardian” é o mais novo game de aventura dos criadores de “Ico” e “Shadow of the Colossus“. Após quase uma década depois, o título finalmente é lançado e chega ao PlayStation 4 com uma história épica sobre descobertas e companheirismo. Confira a nossa análise completa de um dos jogos mais aguardados de todos os tempos.

The Last Guardian 2016 Análise no PlayStation 4
Imagem/Reprodução: PlayStation

Revelado inicialmente em 2007 como um game exclusivo de PlayStation 3, The Last Guardian passou por momentos turbulentos em seu longo período de desenvolvimento. O jogo do estúdio japonês Team Ico, que tem o talentoso diretor Fumito Ueda à frente dos projetos, passou por diversos adiamentos até ser dado como cancelado no ano de 2014.

Após um longo período após o cancelamento, a desenvolvedora decidiu retomar a produção do título, que ressurgiu das cinzas durante a conferência da Sony, durante a E3 de 2015, simplesmente a maior feira de games do mundo. Desde o novo anúncio, diversas incertezas cercaram o projeto, afinal, sua trajetória durou mais que a própria vida útil do PlayStation 3 – a plataforma para qual o título foi originalmente planejado. Pode acreditar: The Last Guardian está, enfim, entre nós.

O game conta a história de um garoto e seu animal híbrido, carinhosamente apelidado de “Trico“, uma gigantesca criatura inspirada em seres mitológicos. Juntos, eles embarcam em uma missão para desvendar os segredos de um mundo mítico, colocando à prova a relação de amizade construída de forma inesperada.

The Last Guardian 2016 Análise no PlayStation 4
Imagem/Reprodução: PlayStation

As mecânicas são simples e voltadas unicamente à interação entre a dupla. No começo, o garoto precisa ganhar a confiança de Trico por meio de gestos afetivos. Ao longo da jornada, o jovem ensina o bicho a realizar movimentos e ações naturais, como saltar, deitar e comer.

Além disso, o jogo basicamente se resume a obstáculos e puzzles muito bem elaborados. A parceria entre o jovem e Trico é sempre testada em quebra-cabeças e desafios peculiares. Ambos precisam trabalhar em conjunto, na mesma linha de pensamento, para que as estratégias sejam executadas da maneira correta.

Enquanto o garoto procura uma alavanca entre os escombros no topo de uma torre, por exemplo, o animal deve se manter estrategicamente posicionado no chão para amortecer a sua queda. É realmente impressionante ver as mecânicas funcionando bem entre o personagem conduzido pelo jogador e o animal controlado pela máquina.

The Last Guardian 2016 Análise no PlayStation 4
Imagem/Reprodução: PlayStation

Em outras palavras, The Last Guardian é, essencialmente, um game fantástico de exploração. Ainda que Trico tenha que atacar os cavaleiros de pedra em situações eventuais, o personagem controlável não se envolve diretamente em confrontos e age apenas em segundo plano.

A inteligência artificial do bicho funciona bem, mas deixa a desejar em determinados momentos. É comum ver Trico perdido no meio do cenário sem saber o que fazer, mesmo sendo orientado diversas vezes para executar determinada ação. Geralmente, é necessário chamar a atenção de Trico e apontar para algum elemento do ambiente para fazê-lo realizar a tarefa.

Apesar disso, a inteligência falha parece, às vezes, ser algo proposital. É a mesma dificuldade de um dono que acaba de trazer um novo animal para o seu lar. A mesma dificuldade, inclusive, que Agro tinha em obedecer aos comandos de Wander. Trico precisa ser adestrado aos poucos, então é necessário ter paciência.

The Last Guardian 2016 Análise no PlayStation 4
Imagem/Reprodução: PlayStation

Por ter quase inacreditáveis dez anos de vida, é natural que o game apresente algumas limitações técnicas, como texturas um tanto quanto borradas, efeitos sutis de iluminação e reflexo, além de detalhes tímidos em personagens e componentes do cenário.

Mesmo assim, a direção de arte é impecável e faz jus ao nome de Ueda, com ambientes fenomenais e áreas para se guardar na memória. O padrão artístico, por sua vez, é o mesmo empregado em Shadow of the Colossus, porém adaptado ao console da atual geração – inclusive com suporte ao recurso HDR, que equilibra o nível das cores.

Como era de se esperar, a aventura é conduzida com maestria por belíssimas canções orquestradas em cenas de ação. No mais, apenas os gritos do jovem e os passos pesados de Trico podem ser ouvidos, o que amplifica a sensação de isolamento.

Nossa Opinião
  • Gráficos - 7.5/10
    7.5/10
  • Interface - 9.0/10
    9.0/10
  • Jogabilidade - 8.0/10
    8.0/10
  • Funcionalidades - 8.5/10
    8.5/10
  • Diversão do Jogador - 9.0/10
    9.0/10

Conclusão

"The Last Guardian" é uma obra atemporal, um game que mesmo depois de nove conturbados anos permanece atual graças ao forte apelo emocional que ele proporciona ao jogador.

O título não se sobressai pela jogabilidade, muito menos pelos gráficos de ponta: ele apenas faz com que a relação profunda entre companheiros tão diferentes entre si seja algo especial. Em meio a tantos jogos de ação no mercado, eis uma experiência que finalmente é capaz de tocar corações.

8.4/10

Imagem: PlayStation

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@tfxbrasil

Meu nome é Juan de Souza, tenho 17 anos de idade, sou o Fundador e CEO do TFX Startup, uma startup com serviços e projetos inovadores, com o foco no Brasil e em outros países da América.

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